Os preços dos grãos subiram na bolsa de Chicago nesta terça-feira (1º/10). A soja teve leve alta, com os contratos para novembro avançando 0,02%, para US$ 10,5725 o bushel, beneficiada por diversos fatores, como o aumento de 2,45% no preço do petróleo. Segundo o analista Ronaldo Fernandes, da Royal Rural, a valorização do petróleo está ligada ao receio de impactos na produção devido à escalada do conflito no Oriente Médio.
Outro fator que contribuiu foi a passagem do furacão Helene nos Estados Unidos, que danificou estruturas portuárias e prejudicou a colheita da soja, que, no entanto, segue adiantada. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), até domingo 26% da área já havia sido colhida, frente a 20% no mesmo período do ano passado.
Apesar do cenário atual, Fernandes alerta que as cotações da soja podem perder força com a chegada das chuvas no Brasil, que está em fase de plantio.
A soja tem um ‘alvo curto’, de US$ 11 o bushel, mas esse preço não deve se sustentar com a normalização do clima no Brasil.

Trigo
O trigo foi o destaque entre os grãos, com alta de 2,57% para os contratos de dezembro, cotados a US$ 5,99 o bushel. Segundo Fernandes, o aumento no preço do frete na região do Mar Negro, principal rota de exportação do trigo russo, deu vantagem competitiva ao trigo americano no mercado internacional.
No entanto, ele acredita que a alta não deve ser sustentada a longo prazo, especialmente devido à estabilidade do milho, que fechou a sessão mais lateralizado.
Milho
Os contratos de milho para dezembro subiram 1%, fechando a US$ 4,29 o bushel. A alta foi impulsionada pelos dados de estoques divulgados pelo USDA, que mostraram uma redução nas reservas americanas, somando 44,71 milhões de toneladas, abaixo das estimativas do mercado.
Além disso, o aumento no preço do petróleo também influenciou a cotação do milho, já que o combustível mais caro eleva a demanda por etanol, feito a partir do milho nos EUA.
