O Instituto Médico Legal (IML) concluiu que uma menina de 2 anos morta em Sinop no último domingo (20) foi vítima de asfixia mecânica por constrição no pescoço. O resultado do laudo, divulgado nesta segunda-feira (21) e confirmado nesta terça-feira (22), reforça a suspeita de morte violenta que levou à prisão dos pais da criança.
Segundo o boletim policial, a criança foi levada pelo pai à Unidade de Pronto Atendimento (UPA André Maggi) por volta das 7h de domingo já sem sinais vitais. De acordo com a equipe médica que a recebeu, o óbito havia ocorrido pelo menos uma hora antes da chegada à unidade.
O exame do IML apontou ainda que a menina apresentava subnutrição e desidratação crônicas, além de condições inadequadas de higiene no momento em que deu entrada na UPA, segundo informou a Polícia Civil de Mato Grosso.
O pai da criança, de 20 anos, segue preso. Em audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva, e ele responde por homicídio qualificado e maus-tratos contra menor de 14 anos. A mãe, uma adolescente de 17 anos, permanece apreendida e responde por ato infracional análogo aos mesmos crimes, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente.
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) segue investigando as circunstâncias que resultaram na asfixia da criança e apura o histórico de cuidados recebidos pela menina antes da morte, incluindo o quadro de subnutrição identificado pelo laudo pericial.
A investigação segue em andamento na DHPP, que ainda não divulgou prazo para a conclusão do inquérito.

