As cotações do boi e da vaca gordos registraram alta ao longo de setembro em Mato Grosso, impulsionadas pela maior necessidade de recomposição das programações de abate, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Do dia 1º até a última segunda-feira (28), o boi avançou para R$ 331,78 a arroba, alta de 2,30% no mês, enquanto a vaca atingiu R$ 310,37 a arroba, valorização de 2,32%. O movimento se intensificou na quarta semana de setembro, quando o boi subiu R$ 2,11 por arroba e a vaca, R$ 1,80, na comparação com a semana anterior.

De acordo com o Imea, a valorização ocorreu em meio à redução das escalas de abate, que recuaram 7,95%, de 10,69 para 9,84 dias, o que ajudou a sustentar os preços. Apesar da reação ao longo do mês, as médias de setembro ficaram praticamente estáveis em relação a agosto: R$ 327,53 para o boi, alta de apenas 0,07%, e R$ 307,28 para a vaca, alta de 0,21%.
No comparativo anual, o instituto registra altas de 9,21% no boi e de 13,25% na vaca, o que reforça a maior sustentação do preço das fêmeas diante da oferta mais restrita da categoria. A entrada prevista de animais confinados nas próximas semanas pode limitar novos avanços nas cotações, segundo o Imea, embora a menor oferta de fêmeas continue dando suporte ao preço da vaca.
O mercado pecuário é um dos principais indicadores econômicos do agronegócio em Mato Grosso, maior produtor de bovinos do país, com reflexo direto na renda de produtores da região de Sinop e do norte do estado, onde a pecuária de corte segue como atividade relevante ao lado da soja e do milho.
