O Líbano enfrentou um dos dias mais violentos dois últimos 18 anos, com ataques aéreos israelenses matando 356 pessoas e ferindo 1.246. Os números foram apresentados pelo Ministério da Saúde libanês.
O bombardeio de segunda-feira (23) seguiu depois de um aviso das Forças de Defesa de Israel (FDI), pedindo que civis se afastassem de áreas controladas pelo grupo extremista Hezbollah.
Entre as vítimas estão 24 crianças e 42 mulheres, além de profissionais de saúde, conforme comunicado das autoridades locais. Israel confirmou ter atingido Ali Karaki, um comandante do Hezbollah, mas o grupo declarou que ele foi movido para um local seguro.
A ofensiva desta segunda-feira é considerada a mais ampla desde o início do conflito entre Israel e o Hezbollah, há quase um ano. Israel afirma ter destruído milhares de foguetes do grupo, enquanto o Hezbollah retaliou com dezenas de mísseis em direção ao território israelense.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, acusou Israel de provocar uma guerra maior no Oriente Médio, enquanto o primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, denunciou o que chamou de “plano de destruição”.
A agressão persistente de Israel contra o Líbano é uma guerra de extermínio em todos os aspectos, um plano de destruição que pretende pulverizar os vilarejos e cidades libaneses.
A ONU expressou preocupação com a escalada da violência e o crescente número de vítimas civis.
