O Ministério Público de Mato Grosso denunciou à Justiça, nesta quarta-feira (7), o motorista Hercílio Junio Freitas Cordeiro pela morte de um motociclista em um acidente ocorrido na madrugada de 30 de agosto, na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá. Segundo a denúncia, assinada pela promotora Élide Manzini de Campos, da 2ª Promotoria de Justiça Criminal da Capital, Hercílio dirigia embriagado e sem habilitação quando colidiu, em alta velocidade, contra a traseira da moto conduzida por Paulo Messias Simão Costa, de 23 anos, que morreu no local em decorrência dos ferimentos.
Conforme a assessoria do Ministério Público, o veículo foi registrado por equipamento eletrônico a 177 km/h em um trecho cujo limite é de 50 km/h, pouco antes de atingir a motocicleta, que estava parada em um semáforo. Um segundo acidente, cerca de 700 metros adiante, deixou outro motociclista ferido, que sobreviveu.

A denúncia relata que:
A denúncia aponta que o veículo foi registrado por equipamento eletrônico trafegando a 177 km/h, em um trecho cujo limite máximo é de 50 km/h. Cerca de 700 metros adiante, a BMW colidiu contra a motocicleta conduzida por Paulo Messias Simão Costa, 23 anos, que morreu no local em decorrência dos graves ferimentos sofridos.
Segundo a promotoria, testemunhas relataram que o denunciado havia ingerido bebida alcoólica em uma casa noturna da capital antes de assumir a direção do carro e apresentava sinais visíveis de embriaguez e comportamento agressivo. Após os dois acidentes, ele não prestou socorro às vítimas e fugiu do local, permanecendo foragido até se apresentar à polícia dias depois.
O Ministério Público atribui ao caso as qualificadoras de perigo comum e de homicídio praticado para assegurar a impunidade de outro crime, e pede que Hercílio seja julgado pelo Tribunal do Júri pelos crimes de homicídio qualificado consumado, tentativa de homicídio qualificado e pelos delitos relacionados a dirigir embriagado e sem habilitação. A denúncia requer ainda a fixação de valor mínimo de R$ 1 milhão para reparação dos danos às vítimas e aos familiares, além da inabilitação para dirigir veículos. A defesa do denunciado não foi localizada. O caso agora segue para análise da Justiça, que decidirá sobre o recebimento da denúncia.
