O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu, nesta quinta-feira (29), o sexto mandado de prisão contra servidores públicos investigados por suspeita de participação em esquema de cobrança de propina na Prefeitura de Sinop. O suspeito, que atuava como fiscal de obras do município, foi preso na área de desembarque do aeroporto de Sinop ao retornar de uma viagem ao exterior.
Segundo o Gaeco, o servidor era o último investigado que ainda tinha mandado de prisão em aberto no caso. A ação contou com apoio de equipes da Força Tática, e o fiscal foi autuado pelos crimes de organização criminosa e corrupção passiva.

O servidor é investigado por receber dinheiro de uma empresa para deixar de fiscalizar construções irregulares. Conforme as apurações do Gaeco, ele também teria participado de outros esquemas voltados a viabilizar a liberação de obras fora das normas em Sinop.
A investigação apura um suposto esquema de pagamento de propina para favorecer a aprovação de projetos e a liberação de licenças no município. As primeiras apurações, iniciadas em julho, apontaram o possível envolvimento de servidores públicos e empresários. Na quarta-feira (28), a Polícia Civil e o Gaeco já haviam cumprido cinco mandados de prisão e 17 de busca e apreensão, que resultaram na prisão de cinco pessoas, no afastamento de seis agentes públicos e na suspensão das atividades de uma empresa por determinação judicial. A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 80 milhões em bens e ativos financeiros relacionados aos investigados.
Em nota, a Prefeitura de Sinop afirmou que não é alvo da investigação, que os servidores envolvidos serão afastados conforme determinação judicial e que o município está colaborando com as autoridades responsáveis pelas apurações. O caso segue sob investigação do Gaeco e da Polícia Civil, com acompanhamento do Ministério Público.
