A Prefeitura de Sorriso estima arrecadar cerca de R$ 1,32 bilhão em 2027. A previsão integra a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) apresentada na última sexta-feira (18), em audiência pública conduzida pela Secretaria de Planejamento, que também divulgou os resultados fiscais do segundo quadrimestre deste ano.
O valor representa aumento de 18,6% em relação à receita projetada para 2026, de R$ 1,11 bilhão. As transferências correntes respondem pela maior parte da estimativa, com R$ 677,92 milhões, seguidas pelas receitas tributárias, previstas em R$ 347,64 milhões.
Na divisão dos recursos, a Educação lidera, com R$ 363,92 milhões, à frente do Fundo Municipal de Saúde, com R$ 255,13 milhões. A área de Infraestrutura, Transporte e Saneamento tem previsão de R$ 123,88 milhões, e a Previdência Municipal, de R$ 118 milhões. A proposta reserva ainda R$ 45,73 milhões para a Assistência Social, R$ 42,48 milhões para Desenvolvimento Econômico, Turismo, Ciência, Tecnologia e Inovação, R$ 34 milhões para a Câmara Municipal e R$ 33,39 milhões para Esporte, Lazer e Juventude.

Segundo o secretário municipal de Planejamento, George Lal, a LDO foi elaborada com a participação integrada das secretarias, que consolidaram suas demandas e prioridades. O documento reúne as projeções e diretrizes que vão orientar a elaboração do orçamento de 2027.
O secretário municipal de Fazenda, Tedy Wendel Puva, apontou a reforma tributária como um fator que deve interferir no planejamento das receitas nos próximos anos. De acordo com ele, a transição para o novo modelo altera a composição e a distribuição das receitas e exige acompanhamento constante das projeções e de seus impactos sobre os municípios.
No balanço do segundo quadrimestre de 2026, Sorriso arrecadou R$ 748,4 milhões, o equivalente a 68,96% da receita prevista para o ano e 7,56% a mais do que no mesmo período de 2025. As despesas pagas somaram R$ 630 milhões, e o resultado primário ficou positivo em R$ 35,05 milhões.
O município aplicou 27,48% da receita de impostos na manutenção e no desenvolvimento do ensino e 22,96% em ações e serviços públicos de saúde, acima dos mínimos constitucionais de 25% e 15%, respectivamente. Os gastos com pessoal chegaram a 50,08% da Receita Corrente Líquida, dos quais 48,65% correspondem ao Poder Executivo, abaixo do limite de 54% fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal para o Executivo municipal.
