Os eleitores de Mato Grosso definiram, no domingo (4), os representantes que assumirão os mandatos estaduais e federais a partir de 2027. A apuração das 8.287 seções eleitorais foi concluída pela Justiça Eleitoral.
Foram escolhidos um governador, dois senadores, oito deputados federais e 24 deputados estaduais. Otaviano Pivetta venceu a disputa pelo Palácio Paiaguás no primeiro turno, enquanto Mauro Mendes e Zé Medeiros conquistaram as duas vagas do estado no Senado.

Governador e vice-governadora
Otaviano Pivetta (Republicanos) foi reeleito governador com 1.128.099 votos, correspondentes a 60,77% dos votos válidos. A vice-governadora eleita é Gisela Simona (União Brasil). Pivetta assumiu o governo em março de 2026, após a renúncia de Mauro Mendes para concorrer ao Senado.
Wellington Fagundes (PL) terminou em segundo lugar, com 430.442 votos, ou 23,19%. Natasha Slhessarenko (PSD) recebeu 281.548 votos, equivalentes a 15,17%.
Senadores eleitos
Mauro Mendes (União Brasil) foi o candidato mais votado ao Senado, com 1.187.352 votos, ou 33,21%. O segundo eleito foi Zé Medeiros (PL), com 977.777 votos, equivalentes a 27,35%. Os mandatos senatoriais terão duração de oito anos, entre 2027 e 2035.
Janaina Riva (MDB) ficou em terceiro lugar, com 519.434 votos, seguida por Carlos Fávaro (PSD), com 411.020, e Pedro Taques (PSB), com 224.621.
Deputados federais eleitos
Mato Grosso possui oito cadeiras na Câmara dos Deputados. A bancada eleita reúne três parlamentares do PL, dois do União Brasil e representantes do PT, Republicanos e Podemos:
- Coronel Fernanda (PL): 205.064 votos;
- Professora Rosa Neide (PT): 140.351 votos;
- Fábio Garcia (União Brasil): 139.777 votos;
- Coronel Assis (PL): 128.697 votos;
- Virginia Mendes (União Brasil): 102.120 votos;
- Juarez Costa (Republicanos): 83.728 votos;
- Thiago Boava Hey Roy (PL): 72.375 votos;
- Coronel Roveri (Podemos): 47.195 votos.
Coronel Fernanda foi a mais votada do estado para o cargo. A composição terá cinco homens e três mulheres, ampliando a participação feminina de 25% para 37,5%. Quatro parlamentares foram reeleitos e quatro nomes ingressarão na bancada, uma renovação de 50% das cadeiras.
Deputados estaduais eleitos
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso terá 24 integrantes. Max Russi foi o mais votado, seguido por Lúdio Cabral e Gilberto Cattani:
- Max Russi (Podemos): 86.934 votos;
- Lúdio Cabral (PT): 86.107 votos;
- Gilberto Cattani (PL): 69.672 votos;
- Samantha do Abilio (PL): 57.900 votos;
- Dilmar Dal Bosco (União Brasil): 56.294 votos;
- Ulysses Moraes (Podemos): 56.207 votos;
- Beto Dois a Um (Podemos): 56.148 votos;
- Dr. João (MDB): 55.955 votos;
- Leo Bortolin (MDB): 51.040 votos;
- Alessandra Ferreira (Podemos): 50.802 votos;
- Faissal (PL): 41.039 votos;
- Thiago Silva (MDB): 40.856 votos;
- Diego Guimarães (Republicanos): 40.482 votos;
- Valmir Moretto (Republicanos): 37.653 votos;
- Dr. Eugênio (Republicanos): 36.700 votos;
- Fabinho Tardin (Podemos): 36.122 votos;
- Nininho (Republicanos): 33.438 votos;
- Valdir Barranco (PT): 32.137 votos;
- Engenheiro Sebastião Machado Rezende (União Brasil): 32.108 votos;
- Carlos Avallone (PSDB): 31.035 votos;
- Alcino Barcelos (PL): 22.624 votos;
- Adelcino Lopo (Podemos): 21.146 votos;
- Wilson Santos (PSD): 19.911 votos;
- Chico Guarnieri (PSDB): 18.842 votos.
Dos 24 eleitos, 18 obtiveram vaga pelo quociente partidário e seis pela distribuição das médias. O Podemos formou a maior bancada, com seis cadeiras; Republicanos e PL elegeram quatro parlamentares cada.
Comparecimento e regras eleitorais
2.049.718 eleitores compareceram às urnas, equivalentes a 77,79% do eleitorado. A abstenção foi de 22,21%, com 585.274 ausentes.
Governador e senador são definidos pelo sistema majoritário. Para governador, é necessária maioria absoluta dos votos válidos; Pivetta superou esse patamar e venceu no primeiro turno. Na eleição para o Senado, os dois candidatos mais votados foram eleitos.
As vagas de deputado são distribuídas pelo sistema proporcional. A votação total dos partidos e federações determina inicialmente o número de cadeiras de cada grupo; depois, as vagas são preenchidas conforme a votação nominal e as regras do quociente eleitoral e das sobras.
