Sorriso deixou o topo do ranking dos municípios com maior valor de produção agrícola do Brasil. Segundo a Produção Agrícola Municipal (PAM) de 2025, divulgada pelo IBGE na última quinta-feira (17), a cidade caiu para o terceiro lugar, com R$ 8,16 bilhões, atrás de Sapezal, também em Mato Grosso, com R$ 8,59 bilhões, e de São Desidério, na Bahia, com R$ 8,22 bilhões.
A perda de posição está ligada à instalação de Boa Esperança do Norte, município formado com áreas que pertenciam a Sorriso e a Nova Ubiratã. Com a mudança no mapa, Sorriso teve redução de 9,3% na área plantada, com reflexos nas lavouras de soja, algodão e feijão. Ainda assim, o valor da produção agrícola do município cresceu em relação a 2024, quando somou R$ 7,2 bilhões e liderou o ranking.
Sapezal assumiu a liderança impulsionado pelo algodão herbáceo, seu principal produto, que gerou cerca de R$ 5,1 bilhões. O valor da produção agrícola do município cresceu 46,6% em um ano, enquanto em São Desidério o avanço foi de quase 24%.

Boa Esperança do Norte foi criada por lei estadual em 2000, mas só passou a existir mais de duas décadas depois. Na época, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso considerou a criação inconstitucional, e a Assembleia Legislativa recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a criação do município em outubro de 2023. A instalação oficial ocorreu em 1º de janeiro de 2025. Segundo o IBGE, Boa Esperança do Norte tem população estimada em 5,9 mil habitantes, e Sorriso, em 124,7 mil.
No país, o valor da produção agrícola alcançou o recorde de R$ 927,2 bilhões em 2025, alta de 18,4% sobre o ano anterior, puxado pela safra de grãos. A soja somou 165,3 milhões de toneladas, 14,4% a mais do que em 2024, e o milho chegou ao recorde de 141,2 milhões de toneladas.
Mato Grosso manteve a posição de principal estado agrícola do Brasil, com R$ 165,6 bilhões em valor de produção, e tem cinco representantes entre os dez municípios mais bem colocados:
- Sapezal (MT): R$ 8,59 bilhões, com destaque para o algodão;
- São Desidério (BA): R$ 8,22 bilhões, com destaque para a soja;
- Sorriso (MT): R$ 8,16 bilhões, com destaque para a soja;
- Campo Novo do Parecis (MT): R$ 7,87 bilhões, com destaque para a soja;
- Formosa do Rio Preto (BA): R$ 5,89 bilhões, com destaque para a soja;
- Diamantino (MT): R$ 5,82 bilhões, com destaque para a soja;
- Rio Verde (GO): R$ 5,69 bilhões, com destaque para a soja;
- Cristalina (GO): R$ 5,45 bilhões, com destaque para a soja;
- Nova Mutum (MT): R$ 5,39 bilhões, com destaque para a soja;
- Jataí (GO): R$ 4,84 bilhões, com destaque para a soja.
Os valores da pesquisa são nominais, ou seja, correspondem aos preços de cada ano e não são corrigidos pela inflação.
