O preço do milho disponível em Mato Grosso recuou em outubro, interrompendo dois meses consecutivos de alta. Segundo levantamento divulgado pelo Imea, a média parcial do mês, calculada até o dia 23, ficou em R$ 46,66 por saca, queda de 3,82% em relação a setembro.
O movimento contrasta com o observado nos dois meses anteriores: em agosto, o preço havia subido 7,22%, e em setembro, 10,18%, impulsionado pelo maior apetite dos compradores e pelo temor de atraso na semeadura da soja, que poderia comprometer a janela ideal de plantio do milho na sequência.

De acordo com o Imea, o recuo de outubro reflete a redução no ritmo das negociações e o avanço da semeadura da soja em Mato Grosso, o que reduziu as preocupações do mercado com o calendário agrícola para a safrinha de milho. Na última semana analisada, entre os dias 19 e 23, o preço médio do cereal no estado ficou em R$ 44,99 por saca, queda semanal de 3,24%.
O movimento de baixa também foi registrado na bolsa de Chicago, nos Estados Unidos, referência internacional para o mercado de grãos. Segundo o instituto, as cotações no mercado americano recuaram 3,75% na semana, com média de US$ 4,61 por bushel.
O Imea atribui a queda nos Estados Unidos ao avanço da colheita e à perspectiva de uma das maiores produções da história do país, o que reforça a oferta disponível e mantém elevados os estoques de passagem, fator que pressiona as cotações internacionais e, por consequência, o mercado brasileiro.
Para produtores de Mato Grosso, maior estado produtor de milho do país, a oscilação de preços no período de transição entre a colheita da safra anterior e o plantio da nova safra é acompanhada de perto, já que define parte da rentabilidade da segunda safra, cultivada após a soja.
