O custo efetivo para produzir milho em Mato Grosso ficou 14,61% acima do registrado na safra anterior, segundo levantamento do Projeto Custo de Produção Agropecuário (CPA-MT) divulgado neste mês pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
De acordo com o instituto, o Custo Operacional Efetivo (COE) para a safra 2026/27 foi estimado em R$ 5.508,23 por hectare, uma alta mensal de 0,01%. O avanço em relação à safra passada foi impulsionado principalmente pelo encarecimento dos principais insumos agrícolas, pelas despesas financeiras da produção e pelos custos de pós-produção da lavoura, como transporte e armazenagem.

O Imea considerou, no cálculo, o preço médio do milho negociado no mês passado, de R$ 48,69 por saca, e a produtividade estimada em 119,64 sacas por hectare. Com esses parâmetros, a receita bruta da safra totalizou R$ 5.824,88 por hectare, uma redução anual de 1,46%. Apesar do estreitamento da margem, a valorização dos preços manteve a receita 5,75% acima do COE no período, o que preserva parte da rentabilidade do produtor.
O instituto acrescentou que, ao incorporar as depreciações de máquinas e equipamentos e o pró-labore do produtor ao cálculo, o Custo Operacional Total (COT) da lavoura alcança R$ 6.070,09 por hectare, valor que supera a receita bruta em 4,04%. O COT é o indicador que considera todos os custos da atividade, inclusive os que não envolvem desembolso direto no período.
Segundo o Imea, nesse cenário mais apertado, eventuais perdas de produtividade no campo ou um preço médio de venda inferior aos patamares atuais podem comprometer a rentabilidade da lavoura de milho para o produtor mato-grossense na safra 2026/27, que já colhe o grão com margens mais estreitas do que na temporada anterior.
