Mato Grosso exportou US$ 2,1 bilhões em produtos no mês de setembro e terminou o período como o 6º maior exportador do Brasil, responsável por 6% das vendas externas do país, segundo boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT).
Os produtos mato-grossenses chegaram a 115 países em setembro, com o milho na liderança dos embarques. As importações do estado somaram US$ 233 milhões no período, resultando em saldo positivo de aproximadamente US$ 1,9 bilhão na balança comercial. O boletim é elaborado com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio do DataHub MT.

No acumulado do ano, entre janeiro e setembro, Mato Grosso vendeu US$ 26,5 bilhões ao mercado internacional, crescimento de 16,9% em relação ao mesmo período de 2025, o equivalente a US$ 3,8 bilhões a mais em exportações.
Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman, o desempenho exportador deve ser acompanhado por mais industrialização dentro do estado:
Mato Grosso é um grande exportador e tem um papel importante no abastecimento de mercados internacionais. O Governo tem atuado fortemente para que essa capacidade também se traduza em mais agroindustrialização. Queremos ampliar a transformação da nossa produção aqui, agregar valor ao que vendemos e gerar mais empregos e renda para os mato-grossenses.
Em setembro, o milho respondeu por US$ 641,1 milhões, equivalentes a 30,3% das exportações estaduais. Na sequência aparecem a soja, com US$ 354 milhões, e a carne bovina congelada, com US$ 257,5 milhões; farelo e resíduos da extração do óleo de soja somaram US$ 249,3 milhões, enquanto o algodão alcançou US$ 163,3 milhões. A China foi o principal destino dos produtos mato-grossenses, com compras de US$ 342,3 milhões, 16,2% do total, seguida por Países Baixos, Egito, Irã e Espanha.
Na comparação com agosto, o valor exportado por Mato Grosso caiu 12,6%, e a redução foi de 6,2% frente a setembro de 2025. Do lado das importações, fertilizantes nitrogenados, potássicos e fosfatados concentraram 54,5% dos gastos externos do estado no mês, enquanto defensivos agrícolas representaram outros 22,7%, refletindo o peso dos insumos na pauta de compras do agronegócio mato-grossense.
