O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) informou que o calendário fitossanitário do algodão no Estado, definido pelo Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), mantém as datas fixadas pela instrução normativa para a safra 2026/2027. Em parte dos municípios, o vazio sanitário começa em 1º de outubro e vai até 14 de dezembro.
O período é dividido por regiões. A Região I, que inclui Cuiabá, Rondonópolis, Cáceres e municípios do centro-sul do Estado, cumpre o vazio sanitário entre 1º de outubro e 30 de novembro. Já a Região II, que reúne Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde e outros municípios do norte de Mato Grosso, tem o período entre 15 de outubro e 14 de dezembro.
Durante o vazio sanitário, fica proibida a existência de plantas de algodão vivas na lavoura, incluindo soqueiras e plantas tigueras, que podem servir de alimento e abrigo para o bicudo-do-algodoeiro entre uma safra e outra.
Segundo o assessor técnico em Agricultura da Famato, Alex Rosa, o bicudo-do-algodoeiro é considerado a principal praga da cultura e pode causar perdas expressivas quando não é controlado corretamente. Ele descreve o comportamento do inseto:
Os insetos são atraídos pelo cheiro e atacam inicialmente os botões florais, que caem após serem abertos. As flores atacadas ficam com aspecto de balão, devido à abertura anormal das pétalas. Além disso, os insetos deixam perfurações externas na maçã do algodão e, internamente, as fibras e as sementes são destruídas pelas larvas, o que impede sua abertura normal e deixa as estruturas escuras.
As chuvas e os períodos úmidos favorecem o desenvolvimento da praga, já que a umidade conserva por mais tempo os botões atacados, segundo a Famato.
A recomendação do setor produtivo é que os agricultores eliminem completamente as socas de algodão dentro do prazo estabelecido, para reduzir o risco de reinfestação na safra seguinte.
