Um levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta que Mato Grosso liderou a produção nacional de etanol de milho entre julho e setembro deste ano, com 1,76 milhão de metros cúbicos, o equivalente a 60,72% do total estimado no país no período.
Segundo a ANP, a produção total de etanol no Brasil somou 14,51 milhões de metros cúbicos no trimestre, alta de 0,80% em relação ao mesmo período de 2025. Desse volume, 2,90 milhões de metros cúbicos corresponderam ao etanol de milho, crescimento de 23,71% na comparação anual. O avanço reflete a maior utilização do cereal pela indústria, cuja participação na produção nacional de etanol passou de 16,29%, em julho a setembro de 2025, para 20% no mesmo período deste ano, alta de 3,71 pontos percentuais.

Atrás de Mato Grosso, aparecem Mato Grosso do Sul, com 539,22 mil metros cúbicos, Goiás, com 262,02 mil metros cúbicos, e Maranhão, com 220,29 mil metros cúbicos. Juntos, os quatro estados concentraram 95,92% da produção estimada de etanol de milho no país durante o trimestre.
De acordo com o levantamento, o milho tem uma vantagem logística em relação à cana-de-açúcar: por permitir a formação de estoques, possibilita que as usinas sejam abastecidas ao longo de todo o ano, reduzindo a dependência do período de safra e favorecendo a continuidade das operações industriais. Esse fator tem fortalecido a demanda doméstica pelo cereal, especialmente em Mato Grosso, maior produtor nacional de milho.
