A Polícia Civil do Pará prendeu, na quinta-feira (29), uma mulher suspeita de desviar recursos de clientes idosos de uma instituição bancária em Novo Progresso, município do sudoeste paraense. Durante a fuga, a investigada passou por Sinop, o que levou a Polícia Civil de Mato Grosso a colaborar com as buscas.
A prisão ocorreu durante a operação “Rastro Oculto”, deflagrada pela Delegacia de Novo Progresso, que cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra a suspeita. Segundo as investigações, ela teria usado a confiança estabelecida com um cliente idoso para cadastrar o aplicativo do banco em um celular próprio e realizar transações não autorizadas, causando prejuízo de R$ 138 mil à vítima. Posteriormente, outro idoso teria sofrido perda de R$ 49,9 mil, e a polícia identificou indícios de outras vítimas.

Segundo o delegado José Rodolfo Mussi, titular da Delegacia de Novo Progresso, o trabalho de investigação se baseou em análise financeira e no levantamento de imagens de segurança:
Conforme apurado, a investigada teria se aproveitado da relação de confiança estabelecida com a vítima para cadastrar o aplicativo bancário em aparelho celular próprio e realizar sucessivas transações fraudulentas.
Após ser identificada e afastada das atividades bancárias, a suspeita deixou Novo Progresso e passou por diferentes localidades, incluindo uma área ribeirinha de difícil acesso em Abaetetuba e os aeroportos de Belém e de Guarulhos, em São Paulo, antes de ser rastreada em Sinop. A partir da passagem pelo Estado, houve articulação entre as polícias civis do Pará e de Mato Grosso para acompanhar os deslocamentos da investigada.
A prisão foi efetuada em uma área rural de Castelo dos Sonhos, distrito de Altamira, no Pará, e a mulher foi conduzida à Delegacia de Novo Progresso, onde seguem os procedimentos cabíveis. Ela deve responder pelos crimes de peculato, inserção de dados falsos em sistema de informações, lavagem de dinheiro e estelionato de forma continuada, e está à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que a quebra dos sigilos bancário e telemático da investigada, autorizada pela Justiça, continua em andamento para identificar possíveis outras vítimas.
